Rufus Wainwright vai actuar a
13 de Novembro na Aula Magna, em Lisboa.
Esta é a segunda visita do cantor
canadiano a Portugal, depois de ter estado no Festival de Vilar de Mouros do ano
passado. Wainright irá apresentar temas do novo trabalho (a editar nos próximos
meses), que se vai chamar "Want Two" e que sucede a "Want One".
Um concerto a
não perder, com bilhetes entre 20 e 25 euros já à venda, mais que não seja por
respeito a esse fabuloso monumento ao amor (telefónico!!) que é "Vibrate" (Want
One).

São bandas que não estão muito habituadas a andar nas “bocas do mundo”.
Ficam-se pela fama junto de um público restrito, gerando fenómenos de culto, sem
por isso abdicarem de fazer o que mais gostam: (boa) música.
Podíamos aqui
falar de muitas outras, mas optámos por referir apenas três: os Gomez, os Ill Lit e os I Am Kloot. Todas têm álbuns novos (o dos
Kloot é de 2003) que valem a pena ouvir, porque dificilmente vão ouvi-los noutro
lado qualquer = rádios ou televisão!
Aqui fica um “cheirinho” destes 3
projectos...
Os Gomez são os mais “comerciais” destas 3 bandas. Ingleses de gema, apesar
de soarem muito americanos, conquistaram já alguma fama com o seu aclamado álbum
de estreia “Bring it On” (1998). Depois de um período de experimentalismo
sónico, sobretudo ao nível das electrónicas, voltam com um novo álbum onde a
música aparece sem grandes rodeios: crua, rude e directa. Rock puro, sem
corantes nem conservantes.
O novo álbum, acabado de chegar ao mercado,
chama-se “Split the difference” e apresenta como primeiro single “Silence”, que
já rola num ou noutro meio mais dado à música “fortezinha”. Talvez os oiça numa
rádio perto de si, ou talvez não!
Quem não vão ouvir (de certeza) são os Ill Lit. O projecto de D. Ahern, tem
todos os ingredientes necessários para não passar nas rádios (portuguesas):
música de grande qualidade, feita com alma e sem “piscares de olho” ao mercado.
Os Ill Lit apostam num som que mistura o melhor de mundos diferentes, pegam numa
pitada de folk, misturam um pouco de electrónica e temperam com pop (qb). O
resultado é uma sonoridade inovadora (já definida como “folktrónica”), que nos
“agarra” pelo coração e pela cabeça.
O novo álbum, que sucede ao magnífico
(termo insuficiente, mas aproximado) “WacMusic” de 2002, chama-se “I need You” e
segue as pisadas do seu antecessor... magnífico (é pouco...). Esta é mais uma
daquelas bandas que deveríamos todos ouvir, pelo menos uma vez na vida, mas que
pouco mais do que uns quantos “dedicados” vão ter esse (enorme) prazer. Eu não
me canso...
Os I Am Kloot também são ingleses, mas a música que fazem seria boa mesmo que
eles fossem do Dubai, da Nova Zelândia ou do Burkina Faso. O seu mais recente
trabalho (já é de 2003) é homónimo à banda, e tem músicas sublimes, do melhor
que se faz por aí. Oiçam “From your favourite sky” ou “Proof” e vejam como
alguma da melhor música feita actualmente continua a ser ignorada pelos media
(neste caso não são só os portugueses). Mais uma vez sem vaidades e sem enfeites
desnecessários, os Kloot soam como poucos, e bem podiam ser considerados os
expoentes do brit-pop (do bom brit-pop), pegando em influências de Radiohead,
Blur ou Cold Play e juntando-as num trabalho que soa a... novo!
Boa e
ignorada música, que merecia honras de airplay em qualquer lado, onde a
qualidade fosse o critério fundamental. Enfim...

Os The Vines são mais uma das novas
bandas do novo (velho) rock mundial. Depois de se terem mostrado com um
excelente primeiro álbum, "Highly Evolved", ei-los de regresso com um 2º
trabalho cheio de grandes canções, potentes qb, ao melhor estilo dos rockeiros
dos nossos dias. "Winning Days" está aí com toda a força e o primeiro single,
"Ride", já está a "bombar" por
todo o lado!
A receita é a mesma, mas os resultados continuam a ser muito
satisfatórios. Mais do mesmo? Talvez, mas isso só mostra que o rock continua aí
prás curvas! E eu não me importo nada...
Depois do êxito de "12:51", os Strokes lançaram o vídeo de um novo single extraído de "Room On Fire", "Reptilia". Podem vê-lo aqui se tiverem Real Player.

Não é uma
Major, mas também não é underground. A Matador Records, uma das
boas editoras do lado de lá do Atlântico, prima pela qualidade. Não são só
artistas americanos, também apostam em nomes europeus, com um único critério: o
da qualidade.
E quem tem Cat
Power, Interpol ou Yo La Tengo já se pode dar por satisfeito!
Ou talvez não!
São muitos os nomes de que poderíamos falar: Dizze Rascal, Mogwai,
The New Pornographers, Jon Spencer Blues Explosion, Neko Case
ou M. Ward, entre muitos outros, ligados à editora Matador. De
géneros diferentes, de "mundos" diferentes mas para todos os gostos, parece ser
o lema desta casa.
Para quem não conhece e tem curiosidade em descobrir,
vale a pena um salto ao site da Matador
Records (por sinal muito simples mas muito funcional), onde se pode
encontrar muita informação, música e vídeos de qualquer uma das bandas ou
artistas referidos.
Fica o exemplo de como diversidade e ecletismo podem
combinar com qualidade.
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Esta publicação, que tem como nome "Indie Bible", tem como principal
função apoiar todas as bandas que tentam dar os primeiros passos no (difícil)
mundo da música. É um catálogo de sites, estações de rádio e pequenas editoras,
entre outros contactos, que promovem lançamentos e primeiros trabalhos de novos
artistas. O destino dos lançamentos é o mercado menos "comercial", mas, ao contrário do que o nome indica, não se destina só a bandas de indie-rock. Aqui fica uma boa sugestão para o início de grandes carreiras... São 3.200 estações de rádio, 4.000 publicações de música, 500
editoras/promotoras de novos talentos e 200 sites, em mais de 10.000 contactos
compilados neste livro/revista. A "Indie
Bible" já vai na quinta edição e tem a colaboração de alguns especialistas
na matéria: Delroy Souden, Vernon Neilly e Diane Rapaport, entre outros. |